Raiva
15/03/2000 – 4h Rosana. Vinte e seis anos. Longos cabelos negros, lisos e brilhantes. Olhos verdes, vivos. Um metro e setenta, cinqüenta e sete quilos. Popular, alegre, feliz. Voltando para casa, cruzou com um motorista bêbado. 15/03/2008 – 4h Rosana. Trinta e quatro anos. Longos cabelos negros, ondulados e ressecados. Olhos verdes, tristes. Um metro e setenta, oitenta e sete quilos. Solitária, ríspida, infeliz. Olhando-se no espelho, amaldiçoou as cicatrizes.
Escrito por Rê às 22h34
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É verdade...
A verdade é que ninguém quer ouvir a verdade. A verdade mesmo, aquela que dói na alma e te põe de cama porque se percebe também imperfeito, que também erra e que também precisa mudar. Essa verdade, a verdadeira, essa ninguém quer ouvir. “... vou levar aquela mentirinha calmante, ou será que aquela omissão elogiosa está mais fresquinha?... A verdade?! Não, hoje não! Obrigada!” A verdade é que colocamo-nos numa posição muito agradável: a de juízes do próximo. Apontamos, jogamos pedras, rimos e “falseamos”. Sempre os outros, nunca nós mesmo. A nós mesmos, protegemos. Fechamos os olhos e julgamo-nos bons. Não perfeitos, porque ninguém é perfeito. “... mas se alguém fosse, seria eu...” A verdade é que não se sabe o que se quer de verdade. Grita-se aos quatro ventos: precisam-se parceiros sinceros, amigos leais. Mas quanto de sinceridade já foi o suficiente? Lealdade, compreende falar a verdade? “... como assim “tá meio justo”? Você tá me chamando de gorda?!” A verdade é que a mentira é um mal necessário. Carrega uma grande carga ética e moral, e por isso ninguém gosta de admitir que mente. É uma falha. Mas é necessária. Porque ninguém quer ouvir a verdade. A verdade mesmo, aquela que dói. Ninguém quer. Porque ela te faz olhar para dentro. “... se pensa isso de mim, nunca foi meu amigo de fato!” A verdade é que você mente as mentirinhas, para ter amizade, para ter amor. E fica todo mundo satisfeito. Enganado, mas satisfeito. O que os olhos não vêem, o coração não sente? É natural apontar o dedo para o outro, estranho apontar para si mesmo. De quem é a culpa? “... minha que não é!” A verdade é que tem certa forma de dizer a verdade. Ela deve ser pensada, trabalhada. Tem que vir aos poucos. A verdade dita num impulso, não é um ato de sinceridade, é uma arma. Arma branca. Cruel sinceridade. Não. “... não!” A verdade é que cada um sabe o que faz. Cada um sabe o que quer. E quase ninguém quer ouvir a verdade. A verdade mesmo, aquela que dói. Ninguém quer. (esse texto tinha diso publicado no meu blog alternativo, mas como resolvi voltar (ÊÊÊE!!) coloquei ele aqui aé conseguir escrever algo novo!)
Escrito por Rê às 18h58
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.I.N.C.O.N.S.T.A.N.C.I.A.
Voltar ou não voltar?... 
Escrito por Rê às 19h55
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